A resposta em cinco passos
- Confirme a regra vigente — na fonte, não em blog. A regra de entrada de cães nos EUA mudou em 01/08/2024, e a lista de países de alto risco para raiva canina do CDC foi atualizada em 15/04/2026. Boa parte do que está publicado na internet ficou para trás.
- Cães: cumpra o regime do CDC para país de alto risco. Vacinação antirrábica, microchip, idade mínima, sorologia e documentação — sem a vacina, o CDC veda a entrada.
- Gatos: prepare-se para a inspeção. O CDC não exige comprovante de vacina antirrábica de gatos na entrada (recomenda vacinar) — mas todo gato passa por inspeção no porto de entrada, e o estado de destino pode ter regras próprias.
- Resolva a ponta de saída do Brasil. As exigências brasileiras, do MAPA, são independentes das americanas — cumprir uma ponta não dispensa a outra.
- Monte o calendário reverso. Parte das exigências tem antecedência mínima contada a partir da data do voo. Do embarque para trás: o que fazer, e quando. Começar tarde é o erro mais caro.
O detalhe de cada passo está abaixo — e as fontes, com data, no fim da página.
O ponto que muda tudo: o Brasil é país de alto risco para raiva canina
O Brasil consta da lista oficial de países de alto risco para raiva canina do CDC (High-Risk Countries for Dog Rabies, atualizada em 15/04/2026). Na prática, isso significa que um cão que esteve no Brasil nos 6 meses anteriores à viagem entra nos EUA por um regime mais rígido que o dos países de baixo risco.
E não existe jeitinho no balcão do aeroporto: cão que não cumpre as exigências não entra. A decisão final é sempre da autoridade de fronteira americana — contrate quem você contratar.
Cães: o que o regime do CDC exige
Desde 01/08/2024 vale o regime descrito em Bringing a Dog into the U.S. (CDC). Para cão vindo de país de alto risco, as exigências passam por:
- vacinação antirrábica válida — sem ela, o CDC veda a entrada;
- microchip;
- idade mínima do animal;
- sorologia (o exame que comprova a resposta à vacina);
- documentação — incluindo o CDC Dog Import Form.
A combinação exata varia com o histórico do animal — onde foi vacinado, quando, por onde entra. É exatamente esse encaixe entre o seu caso e a regra que precisa ser feito com calma e com a página oficial aberta.
Um aviso que quase ninguém faz: o CDC Dog Import Form é gratuito. Ninguém pode cobrar de você pela “emissão” do formulário. O que se contrata — de nós ou de qualquer prestador honesto — é orientação: qual regra se aplica ao seu caso, em que ordem e com que antecedência.
Gatos: mais simples — não é livre
O CDC não exige comprovante de vacina antirrábica de gatos na entrada nos EUA (recomenda vacinar). Três coisas, porém, continuam valendo (Bringing an Animal into the U.S., página atualizada em 22/08/2025):
- todo gato passa por inspeção no porto de entrada;
- gato que chega doente pode ter a entrada negada;
- o estado de destino pode ter regras próprias, além das federais.
Atenção a uma confusão comum em conteúdo brasileiro: exigência da ponta de saída do Brasil não é exigência de entrada nos EUA. São regras diferentes, de órgãos diferentes — misturá-las é a origem de boa parte da informação errada que circula sobre gatos.
A saída do Brasil: a ponta que ninguém lembra
A travessia tem duas pontas. A entrada nos EUA é regida por CDC e USDA-APHIS; a saída do Brasil segue regras próprias, do MAPA — incluindo a documentação veterinária oficial de saída, como o Certificado Veterinário Internacional (CVI). São exigências independentes entre si, e o prazo de uma não espera o da outra.
Imigrando de vez ou indo a passeio? Para o pet, o caminho é o mesmo
As exigências valem para o animal. Turismo, trabalho, estudo ou mudança definitiva: o caminho documental do cão ou do gato é o mesmo.
O que muda com a imigração é o planejamento dos humanos — vistos, prazos, ordem das decisões. Esse é outro assunto e outro trabalho. Se a sua dúvida é o caminho da família, e não só o do pet, o lugar de começar é a Triagem Express: triagem de perfil com devolutiva honesta sobre os caminhos possíveis, sempre em opções comparadas. Sem promessa de visto — quem promete, mente.
Os quatro erros que custam caro
- Confiar em página desatualizada. A regra mudou em 2024 e a lista de alto risco foi atualizada em 15/04/2026. Conteúdo sem fonte nomeada e sem data de apuração não é informação — é risco.
- Começar tarde. Antecedências mínimas contadas a partir do voo não se comprimem. Se o prazo não fecha, é melhor saber agora do que no aeroporto.
- Pagar pelo que é gratuito. O CDC Dog Import Form não custa nada. Desconfie de quem vende a “emissão” de formulário ou de documento público.
- Esquecer a companhia aérea e o estado de destino. Os dois podem ter exigências próprias, além das federais — e é responsabilidade do tutor conferi-las.
Quanto custa levar um pet para os EUA?
Depende do que você está comprando. Existem duas categorias que a internet costuma misturar:
- Orientação documental — o nosso trabalho: o mapa oficial completo, com regra datada, calendário reverso e custos de referência, para você executar com o seu veterinário e no seu ritmo. Preço público, sem cotação e sem surpresa: está na página do Travessia Pet.
- Transporte full-service — as transportadoras de pets executam por você: retirada, despacho, embarque. Pelas faixas que as próprias empresas divulgam (apuradas em 08/08/2026), custa de algumas centenas a alguns milhares de reais, conforme o porte do animal e a rota. Se é disso que você precisa, contrate — o dossiê inclusive indica fornecedores, e não recebemos comissão de nenhum deles.
Além disso existem as taxas governamentais oficiais da rota. O dossiê Travessia Pet inclui o orçamento dessas taxas, com fonte e data — sem markup e sem comissão.
Fontes desta página
- CDC — High-Risk Countries for Dog Rabies (lista atualizada em 15/04/2026)
- CDC — Bringing a Dog into the U.S. (regras vigentes desde 01/08/2024)
- CDC — Bringing an Animal into the U.S. (página atualizada em 22/08/2025)
Fatos apurados diretamente nas páginas oficiais em 04/08/2026; faixas de preço de transporte apuradas nas páginas públicas das transportadoras em 08/08/2026. Regras mudam: reconfirme na fonte antes da viagem — nos dossiês, reconferimos tudo na data da entrega.